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domingo, 21 de outubro de 2007

Na sala de aula, por Ana Cláudia


Estávamos na aula de Português e a professora estava a ler excertos de um livro chamado "Diário de Sofia". Numa determinada parte da leitura, fala-se de um rapaz, o Bebé, que era um toxicodependente em recuperação e diz-se que a polícia apreendeu, em casa dele, uma balança de ourives. Uma aluna interrompeu, dizendo: «Uma balança dá sete anos de cadeia» e a professora pediu-lhe para explicar melhor. Então, a aluna respondeu que a mãe dela foi presa por ter uma balança dessas. A professora não disse nada e continuou a ler.Então, com muita ironia, a aluna diz: "Ó stora, a minha mãe era ourives..."



Ana Claúdia

Tudo por um sorriso, Histórias do Cerco


Durante sete anos passei momentos de angústia, por isso fui viver para a cadeia. Passei lá cinco meses das da da manhã às cinco da tarde, só para estar com alguém que precisava muito de apoio e carinho. O choque de nunca ter estado numa cadeia foi enorme. É uma dor que não se explica. Tinha medo de enfrentar as guardas, medo de me sentar na cama de ferro. como o tempo habituei-me. As guardas ajudaram-me, faziam de tudo para me ver sorrir: davam-me chupa-chupas, levavam-me a passear. Tudo por um sorriso.
D.

Anorexia, uma histórias do Cerco


Devia ter cerca de dez anos, andava na escola, tinha os meus amigos, tudo era normal. Costumava almoçar na escola, até que com mais duas amigas tivemos uma ideia que, como se vai perceber, não foi muito boa. Decidimos passar a comer menos. Na altura não pensámos nos perigos e nas complicações que poderíamos ter. A verdade é que todos os dias chegávamos à cantina e pedíamos pouca comida, inventando desculpas para que ninguém percebesse a nossa ideia. Eu, às vezes, chegava a vomitar. Felizmente, um dia, alguém se apercebeu, pois viu-me fazer esse disparate. Informaram a minha mãe, levaram-me a psicólogos e a médicos. Diagnosticaram-me anorexia. Eu continuava a achar-me gorda e só tinha uma ideia: emagrecer. Todos os dias tinha de tomar vitaminas e, como almoçava na escola, tinha sempre uma empregada a vigiar-me. Felizmente, melhorei e sei que foi uma fase da minha vida que não valeu de muito.


C.

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Histórias do Cerco por Ricardo


Dia 11 de Setembro até poderia ter sido um dia como os outros, mas infelizmente não o foi. O dia começou cedo para mim. Por volta das 8:00 da manhã acordei, para me dirigir, atempadamente, para o complexo desportivo do Cerco. Nesse dia íamos defrontar a equipa do Atlético. Durante o jogo fomos claramente sujeitos a decisões nadaa acertadas por parte do árbitro.
O árbitro, não sei se motivado por estar a arbitrar o Cerco, tentou vingar-se e conseguiu, tirando-nos pontos indiscriminadamente. O jogo acabou e, claro, perdemos. Note-se que por culpa do árbitro e não por nossa incapacidade futebolística.
Conclusão, somos todos jogadores, mas alguns emblemas jogam mais do que nós.

Ricardo