domingo, 9 de março de 2008

Semana da Leitura | Dia 7


Na sexta-feira, dia 7, apresentámos a nossa leitura de O Aquário às Escolas da Corujeira, Falcão e Eb2,3 do Cerco. Ao longo deste mês e meio de preparativos contámos com a colaboração do prof. Rui Santos e do nosso colega Rui.
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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Algas....


As nossas algas....
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domingo, 10 de fevereiro de 2008

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

falta pouco


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Reportagem RTP


A reportagem sobre a Helpwrite na RTP.

sábado, 2 de fevereiro de 2008

Romulus e o outro



"Muita gente quando vê um deficiente não sabe como tocar-lhe. Decidimos, por isso, começar por nos tocarmos.” Conhecido sobretudo como intérprete das criações da Companhia Paulo Ribeiro, Romulus Neagu apresenta assim o ponto de partida de O Ensaio de um Eros Possível, dueto entre o bailarino romeno e José António Correia, doente com paralisia cerebral. Profundamente interessado num “corpo humano, exposto e frágil”, Neagu tem desenvolvido nos últimos anos projectos na área da dança com grupos específicos, como idosos, imigrantes e pessoas com deficiências. Com A Invisibilidade das Pequenas Percepções, o coreógrafo aprofunda esse trabalho imensamente delicado e corajoso, promovendo agora o encontro no palco de um bailarino profissional, José António Correia, uma jovem proveniente de uma instituição de solidariedade social e o músico Ulrich Mitzlaff. Fruto de um longo trabalho que envolve a Associação Portuguesa de Paralisia Cerebral e instituições de acolhimento de menores da cidade de Viseu, esta nova criação toma de empréstimo elementos da psicologia e da psicoterapia, fazendo da dança uma transgressiva estratégia terapêutica, mas sobretudo um espaço efectivo – também afectivo – de encontro de corpos e identidades. A par deste díptico, o TeCA exibe um video-documentário que devolverá ao público a intensa experiência de criação de um destes objectos performativos, saudavelmente marginais na esfera da produção coreográfica nacional."

Sexta-feira, 21.30, TeCA, TEATRO CARLOS ALBERTO

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

DAS AMIGAS PARA O RUI - um reportagem no Jornal de Notícias

A Helpwrite a as meninas do Curso de Animação Sociocultural voltaram a ser notícia.

Das amigas para o Rui

Virgínia Alves, Alfredo Cunha


O Rui não consegue segurar uma caneta. As suas limitações físicas impedem-no de fazer um simples risco com um lápis. Limitações quase eliminadas com um projecto desenvolvido pelas suas colegas da Escola EB 2,3 do Cerco do Porto, ao criarem uma caneta especial que Rui Almeida já consegue manusear.A caneta foi pensada e executada durante o passado ano lectivo, inicialmente por três alunas e um aluno (que já abandonou a escola) do 9º ano de escolaridade da EB 2,3 do Cerco, integrado no Projecto de Área Escola. A iniciativa educativa implicava a passagem pelo Centro de Apoio Tecnológico à Indústria Metalomecânica (CATIM), onde existe o curso "Pense Indústria"."O desafio era desenvolver um produto inovador e útil. Era necessário criar o projecto, realizá-lo, dar-lhe um nome e apresentar ao mercado", contou, ao JN, Bruna Lopes uma das alunas envolvidas no projecto da caneta."As primeiras ideias foram muito fúteis, sem qualquer interesse e nada contribuíam para o desenvolvimento", confessou Bruna Maciel, outro membro do grupo. Mas, "quando a professora Paula Cruz nos apresentou o Rui Almeida, que está no ensino especial, e nos mostrou as dificuldades que ele tinha, surgiu então a ideia do projecto", acrescentou Filipa Machado.Rui Almeida sofre de paralisia cerebral, "tem dificuldades em segurar uma caneta e sempre que o tentava acabava por deixá-la cair, o que o deixava muito triste e frustrado", referiu Bruna Lopes.

O Rui utilizava um boneco esponjoso, mas não era eficaz. Por isso, as jovens criaram um adaptador feito com uma esponja dura."Tem o formato certo para o Rui agarrar e utilizar a caneta, a esponja é dura porque tem muita força e teria que ser de um material resistente", explicaram as responsáveis pelo projecto. No entanto, e como qualquer outra inovação, esta também passa por diferentes fases de desenvolvimento para a melhorar."Com o tempo percebemos que era preciso criar algo que evitasse que a caneta caísse. Criamos um aplicador que fica preso na caneta e também no pulso do Rui. Assim nunca cai ao chão", disse Bruna Maciel. O projecto da caneta especial ganhou o primeiro prémio do CATIM e foi apresentado no Europarque, em Santa Maria da Feira. Nessa mostra foram expostos trabalhos realizados nos centros tecnológicos de todo o país.

O trabalho das duas Brunas, da Filipa e do Ricardo foi eleito como o melhor projecto e recebeu o primeiro prémio, atribuído pelo Ministério da Indústria."Foram prémios em dinheiro, ao todo 950 euros, que dividimos entre nós e com o Rui, claro. Se não fosse ele não havia projecto nem prémios", contou Bruna Lopes.O plano da caneta não está, no entanto, concluído. "Estamos a tentar dar-lhe outra visibilidade, para que chegue a mais pessoas e temos contado com vários apoios", adiantou Paula Cruz , a professora que acompanhou sempre o trabalho.


"Já querem ir mais longe"

As jovens que criaram a caneta especial que permitiu ao Rui alguma autonomia têm agora um outro objectivo. "Queremos levar o Rui a andar de avião e a visitar o Oceanário. Ele não tem meios para o fazer e gostávamos de lhe oferecer esse prémio", diz Bruna Lopes, confessando que não sabe como vai angariar apoios para realizar esse desejo do Rui. Ao lado, a professora Paula Cruz, que acompanha vários alunos da EB 2,3 do Cerco do Porto que necessitam de apoio especial, sorri e revela "que o projecto da caneta alterou toda uma turma. No início do passado ano lectivo muitos não tinham perspectivas de vida. Para uma visita de estudo de fim de período escolhiam um local próximo da escola, já conhecido, porque era perto e não seriam confrontados com olhares desconfiados por serem do Cerco (bairro social problemático do Porto). Hoje já querem ir mais longe".

in Jornal de Notícias, 29 de Janeiro de 2008

domingo, 27 de janeiro de 2008

Na biblioteca da Corujeira


Registos gentilmenbte cedidos pela professora Elisa Alves das nossas animadoras em acção. Quem lá esteve, gostou muito! A professora Dárida que o diga. Os meninos do 2º ano da Escola da Corujeira também estão de parabéns, não só pelo trabalho, mas também pelos poemas que recitaram.
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quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Projecto “Mãos à obra na Biblioteca”


É já na próxima sexta-feira que vamos começar a colaborar com a Biblioteca da Escola da Corujeira. Esta semana vamos preparar o mobiliário existente (armários, mesas e cadeiras) para o processo de envernizamento e pintura.

Mãos à obra!

sábado, 19 de janeiro de 2008

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Sempre a animar :-)


Nós e o Rui: uma parceria que já é um sucesso!
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quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Voltamos!




Voltamos! Depois de um período em que o blogue andou um pouco esquecido, voltamos. Estamos a preparar algumas "surpresas" para este período. Fiquem atentos!

domingo, 2 de dezembro de 2007

vamos regressar às nossas escolas!


Durante esta semana vamos colaborar com algumas escoldo do 1º ciclo do nosso Agrupamento.
O que vamos fazer:
4/12/07 (terça) - das 15h às 18h - EB1/JI da Corujeira -(Prof. Ana Maria Aguiar)
O quemos fazer:
Numa turma – construção de porta moedas com pacotes de leite.
Nas outras 4 – colaborar nas produções de Natal já programadas.
Alunas que frequentaram esta escola: Mariana e Sara
5/12/07 (quarta) - das 9h às 13h - EB1/JI do Falcão – (Prof. Helena Ribeiro)
O quemos fazer:
Numa turma – construção de porta moedas com pacotes de leite.
Nas outras 4 – colaborar nas produções de Natal já programadas.
Alunas que frequentaram esta escola: Bruna Isabel e Bruna Fátima
7/12/07 (sexta) - das 15h às 18h - EB1/JI do Cerco- (Prof. Joaquina Quintas)
O quemos fazer:
Colaborar nas actividades programadas para este dia, entre elas, ensaio para a festa de Natal e construção de enfeites natalícios.
Alunas que frequentaram esta escola: Alexandra, Ana Claúdia, Cátia e Claúdia

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Dezembro agitado


Durante o mês de Dezembro vamos andar metidas em vários trabalhos.
Para começar, vamos monotorizar a realização dos enfeites da maior árvore de Natal do Cerco, que serão realizados no Pavilhão de Macânica da Escola.


Na penúltima semana de aulas, vamos dinamizar workshops de postais de Natal em algumas escolas do 1º ciclo do Agrupamento. Ninguém nos pára!

domingo, 21 de outubro de 2007

As cartas Portuguesas atribuídas a Mariana Alcoforado

Mário Botas, Monumento para Soror Mariana Alcoforado, 1973

Mariana Alcoforado nasceu em Beja em 1640, com onze anos, é obrigada a entrar para um convento, a fim de ficar a salvo do brutal conflito provocado pela guerra com Espanha. Impotente face à irrevogável decisão do pai, Mariana submete-se, mas anseia pelo dia em que poderá regressar ao seio da família e à liberdade da vida real. Até que um regimento francês chega à cidade: Quis o destino que o seu olhar se cruzasse com o do cavaleiro francês Noel Bouton, marquês de Chamilly, que na altura se encontrava com as suas tropas em Portugal, apoiando o país na Guerra da Restauração. Mariana estaria na janela de Mértola do convento, e dessa troca de olhares nasceria um amor imediato e profundo. Dessa janela, em destaque no segundo piso do Convento, esperaria Mariana por notícias do seu amado, vivendo a sua paixão impossível e desesperada, na sua condição de mulher destinada a Deus. Destruída, Mariana escreve-lhe, sem resposta, cartas extraordinariamente belas e apaixonadas. Faleceu na Cidade de Beja em 1723.



Podes ler aqui uma das cartas escritas por Mariana Alcoforado ao seu grande amor:


Ignoro por que motivo te escrevo...Vejo que apenas terás dó de mim, e eu rejeito a tua compaixão, e nada quero dela. Enfado-me contra mim mesma, quando faço reflexão sobre tudo o que te sacrifiquei...Perdi a minha reputação; expus-me aos furores de meus pais e parentes, às severas leis deste Reino contra as religiosas...E à tua ingratidão, que me parece a maior de todas as desgraças...Ainda assim eu sinto que os meus remorsos não são verdadeiros, e que do íntimo do meu coração quisera ter corrido muito maiores perigos por Amor de ti, e provo um funesto prazer de ter arriscado por ti vida e honra.Tudo o que me é mais precioso não devia eu entregá-lo à tua disposição?...E não devo eu ter muita satisfação de o ter empregado como fiz?...

Parece-me até não estar contente, nem dás minhas mágoas, nem do excesso de meu Amor, ainda que, ai de mim! não possa, mal pecado, lisonjear-me de estar contente de ti...

Vivo, e como desleal, faço tanto por conservar a vida, quanto perdê-la!...Morro de vergonha...Acaso a minha desesperação existe somente nas minhas ?...Se eu te amasse com aquele extremo que milhares de vezes te disse, não teria eu já de longo tempo cessado de viver?...Enganei-te...Tens toda a razão de queixar-te de mim...Ah ! por que não te queixas?...

Vi-te partir; nenhumas esperanças posso ter de mais ver-te. e ainda respiro!...

É uma traição...Peço-te dela perdão.Mas não mo concedas...Trata-me rigorosamente.

Não julgues os meus sentimentos veementes...Sê mais difícil de contentar...Ordena-me nas tuas cartas que morra de Amor por ti...Oh! conjuro-te de me dares esse auxílio para poder vencer a fraqueza do meu sexo, e pôr termo às minhas irresoluções, por um golpe de verdadeira desesperação.Um fim trágico obrigar-te-ia, sem dúvida, a pensar muitas vezes em mim...A minha memória te seria cara, e quiçá esta morte extraordinária te causaria uma sensível comoção.E a morte não é porventura preferível ao estado a que me abaixaste?...Adeus!Muito quisera nunca haver posto os olhos em ti.

Ah! sinto vivamente a falsidade deste sentimento, e conheço neste mesmo instante em que te escrevo, quanto prefiro e prezo mais ser infeliz amando-te, do que não te haver jamais visto.

Cedo sem murmurar à minha malfadada sorte, já que tu não quiseste torná-la melhor. Adeus.Promete-me de conservar uma terna e maviosa saudade de mim, se eu falecer de dor; e assim possa ao menos a violência da minha paixão, inspirar-te desgosto e afastar-te de tudo!Esta consolação me será suficiente, e, se é força que te abandone para sempre, desejara muito não deixar-te a outra.Dize, não seria nímia crueldade a tua, se te servisses da minha desesperação para, pareceres mais amável, mostrando que acendeste a maior paixão que houve no mundo?Adeus outra vez...

Escrevo-te cartas excessivamente longas, o que é uma falta de consideração para ti: peço-te mil perdões, e atrevo-me a esperar que terás alguma indulgência para com uma pobre insensata, que o não era, como tu bem sabes, antes de amar-te.Adeus.Parece-me que demasiadas vezes me dilato em falar do estado insuportável em que estou.Contudo agradeço-te, do íntimo do meu coração, a desesperação que me causas, e aborreço o sossego em que vivi antes de conhecer-te...

Adeus.A minha paixão cresce a cada momento.Ah! quantas cousas tinha ainda para dizer-te!...


Mariana

A ler....



Estamos a ler o Diário de Sofia & companhia da autoria de Luísa Ducla Soares.

Na sala de aula, por Ana Cláudia


Estávamos na aula de Português e a professora estava a ler excertos de um livro chamado "Diário de Sofia". Numa determinada parte da leitura, fala-se de um rapaz, o Bebé, que era um toxicodependente em recuperação e diz-se que a polícia apreendeu, em casa dele, uma balança de ourives. Uma aluna interrompeu, dizendo: «Uma balança dá sete anos de cadeia» e a professora pediu-lhe para explicar melhor. Então, a aluna respondeu que a mãe dela foi presa por ter uma balança dessas. A professora não disse nada e continuou a ler.Então, com muita ironia, a aluna diz: "Ó stora, a minha mãe era ourives..."



Ana Claúdia

Tudo por um sorriso, Histórias do Cerco


Durante sete anos passei momentos de angústia, por isso fui viver para a cadeia. Passei lá cinco meses das da da manhã às cinco da tarde, só para estar com alguém que precisava muito de apoio e carinho. O choque de nunca ter estado numa cadeia foi enorme. É uma dor que não se explica. Tinha medo de enfrentar as guardas, medo de me sentar na cama de ferro. como o tempo habituei-me. As guardas ajudaram-me, faziam de tudo para me ver sorrir: davam-me chupa-chupas, levavam-me a passear. Tudo por um sorriso.
D.

Anorexia, uma histórias do Cerco


Devia ter cerca de dez anos, andava na escola, tinha os meus amigos, tudo era normal. Costumava almoçar na escola, até que com mais duas amigas tivemos uma ideia que, como se vai perceber, não foi muito boa. Decidimos passar a comer menos. Na altura não pensámos nos perigos e nas complicações que poderíamos ter. A verdade é que todos os dias chegávamos à cantina e pedíamos pouca comida, inventando desculpas para que ninguém percebesse a nossa ideia. Eu, às vezes, chegava a vomitar. Felizmente, um dia, alguém se apercebeu, pois viu-me fazer esse disparate. Informaram a minha mãe, levaram-me a psicólogos e a médicos. Diagnosticaram-me anorexia. Eu continuava a achar-me gorda e só tinha uma ideia: emagrecer. Todos os dias tinha de tomar vitaminas e, como almoçava na escola, tinha sempre uma empregada a vigiar-me. Felizmente, melhorei e sei que foi uma fase da minha vida que não valeu de muito.


C.

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Histórias do Cerco por Ricardo


Dia 11 de Setembro até poderia ter sido um dia como os outros, mas infelizmente não o foi. O dia começou cedo para mim. Por volta das 8:00 da manhã acordei, para me dirigir, atempadamente, para o complexo desportivo do Cerco. Nesse dia íamos defrontar a equipa do Atlético. Durante o jogo fomos claramente sujeitos a decisões nadaa acertadas por parte do árbitro.
O árbitro, não sei se motivado por estar a arbitrar o Cerco, tentou vingar-se e conseguiu, tirando-nos pontos indiscriminadamente. O jogo acabou e, claro, perdemos. Note-se que por culpa do árbitro e não por nossa incapacidade futebolística.
Conclusão, somos todos jogadores, mas alguns emblemas jogam mais do que nós.

Ricardo